1. Como devo escolher um calcário português?
À parte do invulgar e elevado número de designações pelos quais os calcários portugueses são internacionalmente conhecidos, aqueles que não estão familiarizados com os calcários portugueses talvez encontrem outras dificuldades ao escolher uma pedra. Certa vez um dos nossos visitantes fez a seguinte pergunta: "Os calcários portugueses de cor branca são muito semelhantes, como posso saber o que é o quê?"
Fizemos uma comparação entre 7 amostras de calcários brancos/beijes (Moca Creme, Moleanos, Salgueira, Branco do Mar, Cabeça, Rosal e Fátima), que representam as principais áreas de extracção e as pedreiras. Todas as amostras foram amaciadas e uma pequena área de cada amostra foi molhada para apresentar as diferenças entre as superfícies molhadas e secas. O resultado foi uma semelhança bastante acentuada na sua aparência em todas as amostras.
O cliente tem o direito de receber o que ele/ela escolheu e pagou. Mas infelizmente muitos fornecedores usam esta semelhança entre os principais calcários portugueses para benefícios adicionais e a curto prazo, fornecendo materiais mais baratos.
Para evitar tais problemas, recomendamos que siga estas regras básicas quando escolher um calcário português:
- Não aceite nomes comerciais inventados. Peça sempre o nome oficial da pedra, ou alternativamente, peça o nome tradicional usado para a pedra (o mesmo usado em Portugal);
- Reúna o máximo de informações possível sobre o material que quer comprar antes de tomar qualquer decisão. Faça-o online ou através de revistas especializadas;
- Verifique os Dados Técnicos do material. Para o fazer, pode visitar o site oficial do Instituto Geológico Português (www.ineti.pt), ou alternativamente no site Portugalimestones.com no Directório de Materiais;
- Compre o calcário a empresas bem conhecidas e reputadas, preferencialmente as que têm boas referências em termos de projectos.
2. Qual são os calcários portugueses mais relevantes?
Muitas pessoas sentem-se confusas com o diverso número de calcários portugueses disponível no mercado, questionando-se sobre qual escolher. Basicamente, considere que os três principais calcários portugueses (Moleanos, Moca Creme e Semi-Rijo, com as suas sub-variações) podem representar mais de 90% da produção total. Os outros calcários ou têm uma quota de mercado inexpressiva, ou não têm histórico de produção ou continuidade (por exemplo o Azul Valverde).
O calcário Moleanos
O calcário Moleanos é extraído na zona da cidade com o mesmo nome, situada na região centro de Portugal. Utilizado em Portugal há mais de 50 anos como a principal pedra de construção (seja em construção privada ou pública), pode ser encontrado em toda e qualquer cidade em pavimentos, revestimentos, monumentos públicos e no principal piso do Aeroporto de Lisboa. A versátil utilização do Moleanos também conquistou o mercado internacional, onde é conhecido como Gascogne Beije ou Gascogne Azul, Porto Velho e outros. Embora a produção esteja centralizada numa pequena área (e em poucas pedreiras), é transformado e comercializado por dezenas de empresas.
O calcário Moca Creme
O calcário Moca Creme é extraído em Pé da Pedreira - Alcanede, que está situado na região centro de Portugal. A sua extracção é maioritariamente feita por aproximadamente três dezenas de pedreiras. O calcário Moca Creme é por excelência um calcário de exportação, cujo seu efeito singular de veio paralelo conquistou clientes pelo mundo inteiro e mais recentemente, o mercado chinês. Tecnicamente, pode ser usado em alvenaria, revestimento interior e exterior, assim como na pavimentação. O Moca Creme é principalmente comercializado com o corte contra o veio (muito raramente com o corte a favor) em três formas principais: Grão Grosso, Grão Médio, Grão Fino (este último também conhecido como Relvinha).
O calcário Semi-Rijo
Este calcário branco é extraído em duas colinas que estão separadas por um vale: a Salgueira / a colina Cabeça Veada num lado e a colina do Codaçal do outro lado. Ambas as colinas estão perto das principais pedreiras do Moca Creme e Moleanos. No seu todo, o Semi-Rijo é um calcário macio, com grão fino a médio. Não obstante, é comum encontrar estratos da produção onde o material é mais rijo, como é o caso com o calcário Cabeça de Veada. O Semi-Rijo é principalmente usado em revestimento e devido à sua uniformidade e disponibilidade pode ser usado em projectos de grande escala. Os principais nomes comerciais do Semi-Rijo são: Salgueira, Branco do Mar e Rosal.





